Você já se perguntou se aquilo que você sente pelo outro é realmente amor ou alguma outra coisa que te prende a mesma?
A compreensão do amor não é simples, mas ao longo da vida, ao menos vai ficar claro o que não é o amor.
O amor está na demonstração de afeto direcionada, me explico: Por certo que você já ouviu falar das 5 linguagens do amor. As linguagens do amor são muito mais do que cinco, você sabe o que seu parceiro ou as pessoas que estão a sua volta precisam para se sentirem amadas?
O amor está no gesto diário, na lembrança diária da existência do outro, na doação gratuita - eu faço tal coisa porque amo, e não apenas pela banalidade das obrigações.
O amor está em olhar para vulnerabilidade do outro e NUNCA se aproveitar disso, é adentrar a profundidade do outro com respeito, com cuidado.
Oferecer ao outro clareza sobre suas verdadeiras intenções, porque parece que hoje as pessoas se esqueceram que o outro é um solo sagrado.
Convenhamos, quem é que liga para isso hoje em dia? E desconfio que poucos ligavam antigamente. Cada pessoa quer satisfazer suas próprias necessidades, e usa o outro sem o menor pudor para conseguir aquilo que deseja.
Não lhes parece triste demais que sejamos esse tipo de pessoa?
Me parece que sim, talvez eu seja sensível demais, e já me senti culpada por isso já desejei ter um coração de pedra, mas percebi que a minha característica mais acentuada é a sensibilidade, se eu rejeitá-la estarei rejeitando a minha essência.
A sensibilidade em excesso de fato é um horror, nos coloca refém dos outros e de nós mesmos, mas a sensibilidade bem aplicada, ela é maravilhosa, faz você ver além das aparências, além das máscaras, além das regras e das conveniências.
O sensível pode sofrer mais, mas as alegrias também são intensas, uma flor não é apenas uma flor, é uma linguagem poética de Deus e assim são os barulhos do vento, do mar, dos pássaros.
O amor reside no desejo de entrega e doação, mas sem a reciprocidade devida o amor se torna um fardo, um pesadelo.
Então se algum dia optar por amar, ame sem reservas, sem vergonha, sem medo, se for amar por amar, como se o amor fosse um ente que sobrevive por si mesmo, não ame, nem deseje amar, amar não é para os fracos nem é para os tolos.
Com amor, caro leitor.

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